Fitas de Adesivo Transferível

Também conhecidas popularmente como Fitas de Dupla Face, as Fitas Bi-Adesivas nasceram logo depois das fitas adesivas, inventadas pela 3M® na década de 1.920. Diferentes das fitas adesivas, exigem que no mínimo uma das faces seja recoberta com fita tratada, evitando aderência indevida e inutilização do produto. Extremamente úteis, possibilitam aplicações que variam da fixação de circuitos eletrônicos, passam pela adesão de películas usadas em publicidade de curto ou de longo prazo, culminando com fixação de detalhes de caracteres no ramo de teatro e cinema, quer sejam indumentárias, quer sejam perucas, bigodes, postiços de pele, etc..

As fitas de dupla face vêm substituir colas líquidas e pastosas, com as vantagens de maior previsibilidade, e adesão imediata, independente de secagem, cura ou catálise.

Alternativas técnicas

Diversos dorsos vêm sendo adotados para uso nas fitas de dupla face, com a inclusão de materiais transparentes ou opacos, com resistência à tração ou flexibilidade para acomodação à superfície de aplicação. Evoluções tecnológicas posteriores originaram substratos de poliester, espuma de borracha, papel, tecido, e até o assim chamado tecido-não-tecido (TNT), materiais que, gomados de ambos os lados, proporcionam adesão entre superfícies variadas. Problemas de paralelismo entre superfícies podem ser resolvidos com adesivos com maior ou menor espessura: a camada pode variar desde dezenas de micra (µm) até vários milímetros. A questão da aderência é outro aspecto a ser considerado:

  • Se a adesão deve ser permanente ou temporária, ou,
  • Se estará sujeita a ambientes (atmosferas ou climas) que tendam a deteriorar a adesão.
  • Se estará em contato, por exemplo, com pele humana, e sujeita a gerar reações alérgicas cutâneas, caso de postiços de pele ou eletrodos cardíacos.
  • Se estará sujeita a diversos ciclos de adesão e desadesão em sequência.
  • Se as texturas das superfícies são semelhantes ou notavelmente diferentes.

Finalmente, a questão dimensional: a largura da fita pode implicar maior ou menor necessidade de mão-de-obra para adequação da adesão, além do impacto direto sobre o custo do insumo. Casos que exijam aderência mais perfeita podem demandar películas planas, que nunca tenham sido enroladas ou deformadas. As exigências técnicas podem chegar a demandar peças contornadas com gabarito, ou estampadas.

Fitas de Adesivo Transferível

O adesivo transferível possibilita fixação de alta eficiência e durabilidade, ocupando uma espessura virtualmente imperceptível, com adesão permanente de componentes como teclados e circuitos, visores translúcidos e arremates, logotipos, materiais de publicidade, entre outros usos. São conjuntos sujeitos a permanência em ambientes variados, devendo tolerar variações climáticas e exposição a diversos índices de umidade ambiente. Com a aplicação, o dorso, que é a mídia de sustentação, manipulação e direcionamento, é removido, expondo o adesivo e passando a aguardar a peça complementar. Logicamente, a partir da aplicação inicia-se a contagem regressiva para fechamento da adesão, de fato a operação toda deve transcorrer em ambiente com grau de higiene (entenda-se índice de partículas em suspensão no ar) razoavelmente controlado. A aplicação resulta altamente precisa e uniforme, propiciando distribuição na totalidade da área designada, com espessura controlada, e, importante, sem desperdícios de adesivo, material refugado, retrabalho de remoção de material excedente, evolação ou acidentes devidos a adesão indevida. As diferentes especificações nominais possibilitam escolher a espessura da camada adesiva, e a força de adesão resultante da aplicação.